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Brasil sedia pela primeira vez Assembleia Pan-Americana de Medicina Militar e fortalece cooperação em saúde militar

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Brasília (DF), 17/6/2026 – Em um cenário global marcado por crises humanitárias, desastres e emergências sanitárias, a Assembleia Regional do Comitê Internacional de Medicina Militar (CIMM) para o Grupo de Trabalho Pan-Americano reuniu, pela primeira vez no Brasil, autoridades civis e militares, representantes da Marinha, do Exército e da Força Aérea, além de especialistas nacionais e estrangeiros. O encontro teve como foco a cooperação interagências, o suporte logístico em áreas remotas e o fortalecimento da atuação da saúde militar em ambientes voláteis e cenários de desastres. O evento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, na Escola Superior de Defesa (ESD), em Brasília (DF).

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O Secretário de Pessoal, Saúde, Desporto e Projetos Sociais (Sepesd), do Ministério da Defesa, Idervânio da Silva Costa, abriu o evento. Em seu pronunciamento, ele enfatizou o papel do Brasil na liderança dos debates de saúde operacional no continente.

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“Este encontro estratégico reafirma o propósito maior do Comitê de se consolidar como uma plataforma técnico-científica de caráter neutro e universal, essencial para o fortalecimento da cooperação internacional”, destacou. Ele aproveitou a ocasião para anunciar um marco diplomático para a defesa nacional. “Ao sediarmos essa Assembleia Regional, renovamos nosso compromisso centenário com a evolução da ciência médica aplicada às forças de defesa. Formalizamos a candidatura do nosso país à presidência do Grupo Regional Pan-Americano do CIMM. Um passo histórico, amparado por um sólido respaldo institucional”, concluiu.

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Na sequência, o Secretário-Geral do CIMM, Tenente-General Pierre Neirinckx (Bélgica), destacou a relevância das forças de saúde militar como uma “linha de frente” indispensável perante os desafios contemporâneos e as crises sanitárias internacionais. “Independentemente das cores de nossos uniformes, para o benefício de todos, em tempos de guerra, desastres e outras formas de violência, somos convocados a ensinar e agir em conformidade com o direito internacional humanitário e os princípios éticos da profissão”, afirmou. O oficial pontuou que fatores globais como as mudanças climáticas, migrações em massa e conflitos regionais exigem uma atuação integrada. “Nossos governos dependem dos serviços de saúde militar para servir como primeira linha de defesa contra eventos que impactam a saúde global. Sejamos atores no que ouso chamar de filantropia militar, trabalhando juntos pelo bem de todas as populações sob nossos cuidados”, concluiu.

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Painéis temáticos e cooperação interagências

A conferência de abertura, com o tema “Saúde em Perigo”, foi conduzida pela consultora para projetos humanitários Ana Elisa Medeiros Barbar, que detalhou os riscos que afetam profissionais de saúde em áreas críticas, diferenciando ameaças cotidianas de ataques diretos e da exposição a ambientes de conflito e vulnerabilidade.

O primeiro painel teve como foco a “Logística e Saúde: a parceria civil-militar em situações de crise”. Foram compartilhados estudos de caso como o emprego de navios de assistência hospitalar pela Marinha na Amazônia, apresentado pelo Capitão de Mar e Guerra Felipe Porto da Silva; a atuação do Hospital de Guarnição do Exército em São Gabriel da Cachoeira, exposta pelo Tenente-Coronel Marco Aurélio Vianello; e os protocolos de evacuação aeromédica da Força Aérea Brasileira em cenários de catástrofe, apresentados pelo Capitão Vinicius Guimarães Tinoco Ayres.

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Já o segundo painel abordou a gestão de riscos e respostas a emergências Químicas, Biológicas, Radiológicas e Nucleares (QBRN), com experiências do Hospital Naval Marcílio Dias (Marinha), tecnologias de identificação biológica do Instituto de Biologia do Exército e protocolos de resposta a ameaças químicas no Hospital de Força Aérea do Galeão.

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O segundo dia do evento foi reservado para reuniões institucionais e alinhamento de governança entre representantes oficiais do CIMM. Participaram delegações do  Brasil, Canadá, Estados Unidos, Haiti, Honduras, Paraguai, Uruguai e Venezuela, que participaram presencialmente, e da Bolívia e México, que acompanharam os trabalhos de forma remota.

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Comitê Internacional de Medicina Militar

O Comitê Internacional de Medicina Militar (CIMM) é uma organização internacional que reúne serviços de saúde das Forças Armadas de diversos países, com o objetivo de promover a cooperação, o intercâmbio de conhecimentos técnicos e o fortalecimento da medicina militar em nível global. No âmbito regional, o Grupo Pan-Americano reúne países das Américas para discutir desafios comuns e ampliar a integração em ações de saúde no contexto operacional e humanitário.

Por João Ricardo Lopes
Fotos: Érico Alves

Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa (MD)
(61) 3312-4070

Fonte: Ministério da Defesa

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