A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,7 bilhões em junho. No entanto, o cenário revelou contrastes importantes: enquanto soja e açúcar sustentaram os resultados positivos, setores como siderurgia, produtos manufaturados e carnes processadas apresentaram queda, refletindo a desaceleração global e tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. O desempenho ficou abaixo do registrado em 2024, indicando a necessidade de ajustes estratégicos nas exportações brasileiras.
Cinco recomendações para exportadores se protegerem da volatilidade
Especialistas destacam medidas essenciais para empresas que atuam no comércio exterior:
- Mapear tendências setoriais – Identificar produtos resilientes e aqueles em retração ajuda a direcionar investimentos e esforços comerciais.
- Monitorar o câmbio em tempo real – Ferramentas de proteção cambial podem preservar margens diante de oscilações abruptas.
- Aproveitar regimes especiais – Programas como o Drawback reduzem significativamente os custos de exportação.
- Diversificar mercados – Explorar alternativas na Ásia, Europa e Canadá diminui a dependência de um único destino.
- Antecipar gargalos logísticos – Uso de dados e revisão de contratos são fundamentais para evitar problemas na cadeia de exportação.
Thiago Oliveira, CEO da Saygo, reforça:
“O que vimos em junho foi um reflexo claro da volatilidade global. As empresas dependentes de um único mercado estão mais vulneráveis às oscilações tarifárias e cambiais. Diversificação e proteção são hoje obrigatórias para manter a competitividade.”
Soja lidera superávit, mas tarifas pressionam outros setores
Dados do MDIC mostram que a soja foi o principal responsável pelo saldo positivo da balança em junho. Por outro lado, segmentos como autopeças e aço enfrentaram perda de competitividade devido a tarifas de até 25% nos Estados Unidos. A retomada de políticas protecionistas em mercados estratégicos aumenta a incerteza e pressiona setores dependentes de poucos destinos de exportação.
Estratégia, dados e eficiência: chaves para manter a competitividade
Empresas que adotarem políticas robustas de gestão cambial, ampliarem presença em mercados alternativos e anteciparem riscos logísticos estarão mais bem preparadas para enfrentar instabilidades.
Oliveira destaca:
“Os mercados mais promissores também são os mais exigentes. É preciso estar pronto para atender aos padrões internacionais. Só sairão fortalecidas as empresas que aliarem eficiência, dados e estratégia cambial. A previsibilidade deixou de ser regra, é preciso operar com método e agilidade.”
Fonte: Portal do Agronegócio



















