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Bolsa Família elevou emprego e reduziu internações e mortalidade, aponta estudo internacional

Foto: Lyon Santos / MDS

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Um estudo divulgado pelo National Bureau of Economic Research (NBER) aponta que a expansão do Bolsa Família, em 2012, elevou os níveis de emprego, reduziu internações e evitou cerca de mil mortes entre famílias em situação de extrema pobreza. O working paper, de março de 2026, é assinado por pesquisadores ligados à Columbia University, à Stanford University e à Fundação Getulio Vargas (FGV).

Confira aqui o estudo 

A análise foca na reforma que estabeleceu um piso de renda para garantir que nenhuma família permanecesse abaixo da linha de extrema pobreza. Os dados obtidos pelos economistas Michael C. Best, Felipe Lobel e Valdemar Pinho Neto apontam que o dinheiro extra atuou como uma ferramenta para remover barreiras básicas de saúde e subsistência, como a fome e a falta de medicamentos, devolvendo a capacidade física e mental necessária para buscar e manter postos de trabalho.

Ao cruzar dados do Cadastro Único (CadÚnico), da folha de pagamento do Bolsa Família, da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), os pesquisadores conseguiram isolar o impacto da renda adicional. Assim, os pesquisadores compararam famílias que estavam logo abaixo da linha da extrema pobreza com aquelas imediatamente acima, antes e depois da reforma do programa.

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Os resultados mostram melhora consistente em diferentes áreas. A taxa de emprego entre os beneficiários cresceu 4,8%. A mortalidade caiu 14%, o que representa cerca de mil vidas salvas. A probabilidade de hospitalização reduziu 8%, enquanto o tempo de permanência em entre hospitalizados diminuiu em 6%. Além disso, houve queda de 14% a 15% nos custos hospitalares financiados pelo Estado. As internações por subnutrição caíram 38%, por doenças infecciosas, 8%, e, por complicações digestivas, 9%. O gasto das famílias com medicamentos aumentou aproximadamente 50%.

A base da análise foi a mudança promovida em 2012, no governo Dilma Rousseff, que criou um complemento financeiro para garantir que nenhuma família beneficiária ficasse com renda per capita abaixo da linha de extrema pobreza, mesmo após os repasses regulares do Bolsa Família. 

Os autores chamam o fenômeno de inclusão produtiva, evidenciado pelo crescimento de 4,8% na taxa de emprego entre os grupos assistidos. Assim, assegura um piso mínimo que permite comer melhor, comprar remédios e reduzir a instabilidade financeira, o Estado amplia as condições físicas e mentais necessárias para que o indivíduo busque e mantenha uma ocupação.

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 Assessoria de Comunicação – MDS 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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