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Escassez de cacau pode encarecer chocolates na Páscoa

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A valorização do cacau, impulsionada por uma oferta reduzida e um consumo resiliente, deve impactar os preços dos chocolates nesta Páscoa. Segundo a Consultoria Agro do Itaú BBA, a elevação dos custos da matéria-prima já se reflete no valor final dos produtos, levando a indústria a buscar alternativas para minimizar o repasse ao consumidor, como a redução do tamanho das barras e uma maior diversificação do portfólio.

Os principais fatores que levaram à alta do cacau estão relacionados às adversidades climáticas enfrentadas por países africanos, responsáveis pela maior parte da produção global. O excesso e a escassez de chuvas, aliados ao avanço de pragas e doenças fúngicas, comprometeram a produtividade das lavouras. Além disso, o envelhecimento das árvores, o manejo inadequado e o baixo volume de investimentos na Costa do Marfim e em Gana — que juntos produziram 2,2 milhões de toneladas na última safra — agravaram a situação, reduzindo os estoques globais da commodity.

Francisco Queiroz, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, explica que os chocolates comercializados atualmente foram produzidos com cacau adquirido no final de 2023, quando os preços já estavam em ascensão. O aumento acumulado da commodity foi de 130% em 2024, tornando-se o produto agrícola com maior valorização no período.

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No Brasil, os estados da Bahia e do Pará respondem por 95% da produção nacional. Para a próxima safra, a expectativa é de maior produtividade, o que pode contribuir para um alívio nos preços, embora ainda em patamares elevados, segundo projeções do Itaú BBA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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