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Goiás inicia vazio sanitário da soja em 27 de junho para combater ferrugem asiática

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Período sem soja no campo começa dia 27 de junho

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) informou que o vazio sanitário da soja em Goiás terá início no dia 27 de junho e se estenderá até 24 de setembro. Durante esse período, fica proibido o cultivo e a permanência de plantas vivas de soja no campo, inclusive das chamadas tigueras – aquelas que germinam espontaneamente após a colheita.

A medida é considerada essencial para prevenir e controlar a ferrugem asiática, uma das doenças mais agressivas da cultura da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

Medida fitossanitária é adotada desde 2006 em Goiás

Desde 2006, o vazio sanitário da soja é adotado como uma estratégia preventiva no estado. De acordo com o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, os 90 dias sem a presença de soja viva no campo são fundamentais para reduzir a presença do fungo causador da doença, o que favorece a sanidade das lavouras e contribui para o bom desempenho da próxima safra.

“O produtor rural goiano é parceiro da defesa agropecuária e entende a importância de seguir o calendário fitossanitário. Nosso papel é reforçar a orientação técnica e conscientizar sobre a adoção dessas medidas para garantir a produtividade do setor”, afirma.

Importância estratégica para a produtividade e competitividade

Para o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, o vazio sanitário é uma ferramenta respaldada tanto pela ciência quanto pela prática no campo. “Seu cumprimento é decisivo para o controle da ferrugem asiática e para manter a competitividade do produtor goiano”, destaca.

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Já o coordenador da Gerência de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira, ressalta o papel da educação sanitária na disseminação de informações técnicas aos produtores, técnicos e entidades do setor. “Nosso compromisso vai além da fiscalização. Atuamos também com orientação e apoio técnico, porque a colaboração do setor produtivo é fundamental para o sucesso das políticas fitossanitárias e para manter Goiás como referência nacional na produção de grãos.”

Goiás é destaque nacional na produção de soja

A importância do vazio sanitário em Goiás se justifica também pelo peso do estado na produção agrícola nacional. Goiás é o terceiro maior produtor de soja do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso e Paraná. Segundo o 11º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em 12 de junho, a estimativa para a safra 2024/2025 é de mais de 20,4 milhões de toneladas, cultivadas em uma área de 4,95 milhões de hectares, com produtividade média de 4,12 toneladas por hectare.

Calendário fitossanitário e obrigações do produtor

De acordo com a Instrução Normativa nº 06/2024 da Agrodefesa, a partir de 25 de setembro será permitida a emergência de plântulas de soja no campo. A data final para a semeadura é 2 de janeiro de 2026.

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O cadastro das lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago) deve ser realizado em até 15 dias após o término do período de semeadura, ou seja, até 17 de janeiro de 2026. O cumprimento desse cronograma é fundamental para o monitoramento sanitário e a manutenção da produtividade do setor agrícola goiano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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