Pesquisar
Close this search box.
Pesquisar
Close this search box.

Ministério das Mulheres inaugura Cuidoteca no Instituto Federal de São Paulo – Campus Miguel Paulista

publicidade

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, inaugurou na quarta-feira (1/4) a Cuidoteca do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), no Campus São Miguel Paulista, na capital do estado. 

A cuidoteca oferece cuidado qualificado, gratuito e acessível a crianças de 3 a 12 anos, filhas de mulheres estudantes — especialmente vinculadas ao Programa Asas para o Futuro —, além de famílias em situação de vulnerabilidade, famílias monoparentais e crianças com deficiência. 

Márcia Lopes destacou a importância de levar a pauta dos direitos das mulheres para todas as áreas de formação. “A política para as mulheres precisa estar em todas as áreas, com formação que inclua direitos e enfrentamento à violência. Vocês, estudantes, são a nossa esperança na construção de uma sociedade mais justa e consciente”, afirmou.   

Com investimento de R$ 196,55 mil do Ministério das Mulheres, a Cuidoteca integra a Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024) e tem como objetivo garantir cuidado seguro e gratuito para crianças, ao mesmo tempo em que amplia as condições para que mulheres possam estudar, trabalhar e se qualificar.

A unidade foi estruturada para oferecer atividades lúdicas e educativas, alimentação adequada e acompanhamento por uma equipe qualificada, com coordenação pedagógica.  

A cuidoteca não substitui a escola ou a creche e é destinada ao contraturno escolar, com exigência de matrícula regular das crianças A frequência é flexível, conforme a necessidade das famílias.

Cuidoteca
Cuidoteca

Autonomia econômica 

A secretária Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Joana Célia dos Passos, também ressalta o papel estratégico do equipamento público.  

“A cuidoteca é uma estratégia fundamental para garantir a permanência dessas meninas nos cursos. O Asas para o Futuro é uma porta de entrada: queremos que elas sigam no instituto e cheguem à universidade. Essas formações ampliam oportunidades de trabalho, fortalecem a autonomia econômica e contribuem para romper os ciclos de violência que muitas ainda enfrentam”, afirmou. 

Leia Também:  Ministra Márcia Lopes cumpre agenda em Foz do Iguaçu nesta terça-feira (29)

A coordenadora – geral da unidade, Maria Almeida, destaca a importância do espaço para garantir tempo de qualidade para as mulheres, muitas vezes sobrecarregadas. “Com a cuidoteca, a  mãe pode estudar ou trabalhar com tranquilidade, sabendo que seus filhos estão em um espaço seguro, de acolhimento e cuidado”, disse. 

Acolhimento de crianças autistas  

A responsável pelo apoio pedagógico e cuidado infantil da unidade, Silvana Viana, ressalta o caráter inclusivo da cuidoteca, que atende também mães atípicas.
“A cuidoteca foi planejada para acolher também mães atípicas, oferecendo um espaço seguro, acolhedor e adaptado para crianças autistas. O ambiente garante conforto e tranquilidade, com equipe preparada para lidar com situações de desregulação e assegurar um atendimento cuidadoso e inclusivo”, explicou. 

Segundo o diretor-geral da unidade, Altair Aparecido de Oliveira Filho, a cuidoteca é um avanço para tornar o ambiente educacional mais inclusivo e acolhedor, reforçando o compromisso do IFSP São Miguel Paulista com a equidade, a permanência e o sucesso de estudantes, servidores e suas famílias. “Cuidar das pessoas fortalece a educação pública”, sublinhou. 

Expansão da rede 

A unidade do IFSP foi a 12ª inaugurada pelo Ministério das Mulheres na rede federal de educação. As outras estão localizadas em Rio Grande do Norte, Rondônia, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso. A meta é alcançar 100 cuidotecas em funcionamento até o final do ano.

Estratégia: cuidar de quem cuida

O investimento do Ministério das Mulheres na Cuidoteca contempla a adaptação do espaço físico, a aquisição de equipamentos e o custeio das atividades por 12 meses. A ação é resultado de parceria firmada em 2025 entre o Ministério das Mulheres e o IFSP, alinhada ao Plano Plurianual 2024–2027 do governo federal.

A iniciativa reforça a estratégia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para estruturar uma rede pública de cuidados no país, ampliando o acesso das mulheres à educação e ao trabalho e promovendo o desenvolvimento integral de crianças.

Leia Também:  Em Campo Grande, ministra Márcia Lopes destaca compromisso nacional pelo fim da violência contra as mulheres

Fotos da Cuidoteca
Fotos da Cuidoteca

Programa Asas para o Futuro

Na unidade de São Miguel Paulista, o Asas para o Futuro prevê a qualificação de 60 mulheres entre março e julho de 2026. 

A coordenadora pedagógica do programa no Instituto Federal de São Miguel Paulista, Kelma Cristina de Freitas, destaca a implementação dos cursos de Comunicação Digital e Informática Digital com ênfase em Inteligência Artificial, com carga horária de 200 horas.   

“No curso de Comunicação Digital, as alunas trabalham com fotografia e edição de áudio e vídeo. Já na formação em Informática, elas aprendem a utilizar softwares e ferramentas voltados à Inteligência Artificial”, explicou.    

O público prioritário é composto por mulheres de 15 a 29 anos, com ensino fundamental completo, especialmente jovens negras, mães solo e residentes em territórios periféricos, incluindo aquelas fora do mercado de trabalho e do ambiente escolar.  O curso teve início em 1º de abril e tem conclusão prevista para 8 de julho deste ano. 

Meninas na Ciência 

A ministra Márcia Lopes também conversou com estudantes do projeto Meninas na Ciência, desenvolvido pelo IFSP.   

“Fiquei encantada. A gente precisa estudar, investigar, ter curiosidade e não ter preguiça de ler. Uma sociedade do futuro é aquela que respeita escolhas e incentiva meninas a ocuparem a ciência”, concluiu. 

Segundo ela, projetos como o Meninas na Ciência estimulam o estudo, a curiosidade e o protagonismo das jovens. 

Uma das participantes, Gabriela Lima dos Santos, deu sua opinião sobre o  projeto.“É um espaço que incentiva as meninas a se interessarem e participarem das ciências, uma área ainda ocupada por homens”, disse.

Fonte: Ministério das Mulheres

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide