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Ministério das Mulheres reforça compromisso com indígenas no Acampamento Terra Livre 2026

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O Ministério das Mulheres marcou presença no Acampamento Terra Livre (ATL) 2026, realizado entre 5 e 11 de abril, em Brasília. Com o lema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, a mobilização foi organizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil e reuniu lideranças de todo o país em defesa dos territórios, da democracia e da vida dos povos originários.

A programação incluiu plenárias, marchas e debates sobre o combate à violência contra a mulher indígena, justiça climática, demarcação de terras e participação política dos povos originários.

Durante a plenária do dia 7 de abril, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou do diálogo com lideranças indígenas e destacou o compromisso da pasta com a construção de políticas públicas que respeitem a diversidade cultural e territorial dos povos originários. Em sua fala, a ministra ressaltou a importância da escuta e da participação social.

“Nós queremos as mulheres indígenas livres de qualquer violência. Queremos as meninas e as mulheres indígenas vivas. O diálogo e a escuta são fundamentais. Isso é democracia. Nós não podemos fazer nada de cima para baixo, mas temos que partir dos territórios e das vivências de vocês”, afirmou.

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Márcia Lopes também enfatizou iniciativas estruturantes em andamento, como a construção da Política Nacional para Mulheres Indígenas e o projeto das Casas da Mulher Indígena, desenvolvido em parceria com a Universidade de Brasília, respeitando as especificidades culturais de cada povo.

Política Nacional para Mulheres Indígenas (PNMI)

A atuação do Ministério ocorreu também em outras atividades realizadas no âmbito do ATL, como a cerimônia de apresentação das diretrizes da Política Nacional para Mulheres Indígenas (PNMI), dia 7 de abril, no bloco K da Esplanada dos Ministérios. 

Em fase final de validação, a minuta da PNMI foi construída de forma participativa e articulada entre o governo federal, as organizações indígenas e organismos internacionais, como a ONU Mulheres. A política é considerada um marco histórico na garantia de direitos e no enfrentamento das desigualdades que afetam mulheres indígenas.

Tenda Lilás: acolhimento e orientação

A equipe da Tenda Lilás levou informação, conscientização e orientação às mulheres indígenas sobre os serviços de denúncia como o Ligue 180, proteção e acolhimento de mulheres vítimas de violência.

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Segundo Tati Rocha, integrante da Tenda Lilás, houve grande demanda das mulheres indígenas por informações sobre o combate à violência de gênero.

“Contamos também com a equipe da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres (SENEV), responsável pelo Ligue 180, que realizou escuta qualificada, acolhimento e orientação. Foram realizados atendimentos individualizados, com encaminhamentos para a rede de proteção, respeitando as especificidades culturais e territoriais das mulheres atendidas”, explicou Tati Rocha.

>> Leia também: Política Nacional para Mulheres Indígenas avança para fase final, com participação de lideranças indígenas e de órgãos federais.

 

Fonte: Ministério das Mulheres

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