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Petrobras tem maioria feminina na diretoria pela primeira vez com nomeação de Angélica Laureano

Clarice Coppetti, Angélica Laureano, Renata Baruzzi, Magda Chambriard e Sylvia Anjos. Foto: Divulgação/Petrobras

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Na última sexta-feira (11), a Petrobras anunciou que, com a aprovação  do Conselho de Administração, a engenheira Angélica Laureano foi nomeada como diretora-executiva de Transição Energética e Sustentabilidade. Com sua eleição, a diretoria executiva da estatal passa a ter maioria feminina: são cinco mulheres e quatro homens entre os nove integrantes. A presidência da companhia também é ocupada por uma mulher, Magda Chambriard. A nomeação foi oficializada por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A vaga estava aberta desde maio, após a saída de Maurício Tolmasquim para assumir o assento no conselho da Petrobras. Funcionária de carreira da Petrobras, Laureano venceu a disputa com o economista William Nozaki, indicado por entidades sindicais. Atualmente, ela comanda a TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil), subsidiária da estatal.

A nomeação da nova diretoria também ocorre em um momento de fortalecimento da agenda de transição energética da estatal. A diretoria que Angélica assume é responsável por liderar projetos ligados à sustentabilidade e à expansão da Petrobras em energias renováveis.

Com 45 anos de experiência no setor, sendo 37 deles dentro da Petrobras, a engenheira  já ocupou cargos de gestão nas áreas de Materiais, Abastecimento e Gás e Energia. Presidiu a Gaspetro e, após se aposentar da estatal, atuou como consultora em projetos de gás natural, retornando à empresa como presidenta da TBG.

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Apesar do avanço, a presença feminina na alta gestão ainda é restrita no país. Segundo o estudo Mulheres em Ações, divulgado pela B3 em setembro de 2024, apenas 6% das 359 empresas listadas na bolsa brasileira contam com três mulheres ou mais em suas diretorias estatutárias. Em 59% das companhias, não há nenhuma mulher na diretoria.

Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça

A nova configuração da diretoria da Petrobras representa  um passo simbólico rumo à ampliação da representatividade feminina em cargos de liderança no setor energético. Esse avanço também reflete o compromisso institucional da Petrobras com a promoção da igualdade de gênero e raça no mundo do trabalho. 

A Petrobrás participa, desde a primeira edição, em 2005, do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, coordenado pelo Ministério das Mulheres em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, Ministério do Trabalho e Emprego, ONU Mulheres e Organização Internacional do Trabalho (OIT). A iniciativa estimula a adoção de políticas e práticas organizacionais voltadas à valorização da diversidade e à superação das desigualdades estruturais nas empresas públicas e privadas.

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Na sétima edição do programa, o Plano de Ação da Petrobras inclui a capacitação e letramento de gestores e empregados em questões étnico-raciais; iniciativas para aprimorar a atratividade para pessoas negras, mulheres e pessoas com deficiência aos processos de seleção pública para admissão de empregados; ações de mentoria interna para mulheres e pessoas negras; atenção especial a esses grupos nas nossas iniciativas de promoção da saúde e bem-estar; entre outras ações.

A presença majoritária de mulheres na diretoria da companhia demonstra os resultados de políticas afirmativas sustentadas ao longo dos anos e reforça a importância de programas institucionais que integram a equidade aos pilares estratégicos das organizações.

 

Fonte: Ministério das Mulheres

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