Dando continuidade às ações do projeto “Restaurante Universitário na Hora do Pescado Artesanal”, realizado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), aconteceu na última quinta-feira (07), o evento de entrega de certificados para 27 pescadoras artesanais que participaram da oficina culinária “O pescado artesanal alimentando suas identidades”, realizada em Recife (PE), e do curso do “Negócio Certo Rural”, promovido em parceria com o Serviço de Aprendizagem Rural (SENAR).
O projeto tem o objetivo de levar peixes e frutos do mar dos pescadores e pescadoras artesanais locais para os cardápios dos restaurantes universitários de todo o Brasil, incentivando o consumo do pescado e a geração de renda para muitas famílias tradicionais.
De acordo com a pescadora artesanal Sandra da Silva, que também é presidente da Colônia de Pescadores Z1, em Recife, os cursos contribuíram para a valorização dos produtos. “Foi de suma importância, pois agregamos valor ao produto que pescamos. Aprendemos também a defumar o sururu, que fica um espetáculo”, relata. Sandra afirma que elas aprenderam a montar seus próprios negócios. “Muitas vezes pegamos o produto no mar e não sabemos colocar o valor correto, porque tudo tem custo e a gente tem que saber colocar esse custo e tirar na venda o que a gente está pescando”, acrescenta.
Pescado com preço justo
“Os cursos fazem parte do processo de qualificação das pescadoras que fornecem o pescado ao mercado. Para termos uma ideia, dois chefs de Recife e dois Restaurantes estão comprando direto com a Colônia do Pina”, destaca a coordenadora de campo do projeto, Mônica Cavalcanti, acrescentando que esse processo vem garantindo preços mais justos para a pesca artesanal, já que se elimina a presença de atravessadores.
Segundo Mônica, os próximos passos do projeto envolvem a regularização das colônias de pesca no tocante aos procedimentos sanitários. “Estamos dando assistência técnica às colônias, porque o município tem a Lei do SIM (Serviço de Inspeção Municipal) e estamos em articulação institucional com outros órgãos, visto que, para o alimento entrar no restaurante universitário, é exigido a aprovação do SIM”, aborda.
O projeto também visa o fortalecimento cultural material e imaterial das comunidades ao valorizar a culinária tradicional e local. A meta do projeto é atender, nos próximos anos, cerca de 10 mil pescadores e pescadoras e 100 mil estudantes de baixa renda das Universidades Federais do Brasil.





















